Um casal estudando em um escritório.
Sefrin Negócios Imobiliários

O mercado imobiliário deve entrar em 2026 com sinais de maturação após um ciclo de recuperação iniciado em 2023. A combinação entre demanda reprimida e mudanças no comportamento do consumidor projeta um ano de ajustes estratégicos, especialmente nos segmentos de locação, imóveis comerciais e lançamentos residenciais.

E para te mostrar as nossas perspectivas, preparamos um panorama completo das principais tendências para o setor no próximo ano.

Locação segue em alta, com foco no short stay premium

A locação de imóveis deve continuar em ritmo acelerado, impulsionada por dois fatores principais: a preferência por flexibilidade e o crescimento da demanda por moradias temporárias de alto padrão. O modelo de short stay premium — locações de curta duração com padrão elevado de acabamento e serviços — ganha força em centros urbanos e destinos turísticos consolidados.

Esse movimento é impulsionado principalmente por profissionais que atuam em regime híbrido, nômades digitais e estrangeiros no Brasil. A busca por imóveis mobiliados, bem localizados e com infraestrutura completa deve ditar os investimentos em retrofit e reposicionamento de ativos residenciais.

Imóveis comerciais: reconfiguração e resiliência

O setor comercial passa por uma reconfiguração. A vacância ainda é um desafio em algumas regiões, mas há sinais de recuperação nos eixos corporativos consolidados, especialmente para imóveis com certificações sustentáveis e planta flexível. A tendência é de maior valorização de espaços adaptáveis a diferentes formatos de operação, com destaque para hubs logísticos urbanos e escritórios boutique.

A demanda por salas comerciais menores, com infraestrutura compartilhada, também deve crescer, impulsionada por profissionais autônomos e pequenas empresas em expansão.

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Lançamentos residenciais: foco em eficiência e localização

Os lançamentos residenciais em 2026 devem priorizar projetos compactos e com foco em eficiência energética. A tendência é de um consumidor mais criterioso, que valoriza localização, mobilidade e custos operacionais baixos. Condomínios com infraestrutura compartilhada (coworking, lavanderia, espaços gourmet) devem seguir em alta.

Incorporadoras devem manter cautela, priorizando terrenos com alto potencial de valorização e projetos com maior liquidez. Contudo, o segmento de médio padrão tende a liderar os lançamentos, enquanto o alto padrão se mantém estável, com foco em nichos específicos.

Vendas: estabilidade com viés de alta em nichos específicos

As vendas de imóveis devem manter um ritmo estável, com crescimento pontual em nichos como o de segunda moradia e imóveis para renda. No entanto, a tendência é de maior seletividade por parte dos compradores, com foco em imóveis que ofereçam potencial de valorização ou geração de renda passiva. Investidores devem seguir atentos ao desempenho de regiões com alta demanda por locação e infraestrutura urbana consolidada.

Digitalização e dados como diferencial competitivo

A digitalização do setor continua avançando. Em 2026, o uso de inteligência de dados para precificação, análise de demanda e personalização da jornada do cliente será um diferencial para imobiliárias e incorporadoras. Ferramentas que vão desde tour virtual, à assinatura digital e atendimento automatizado seguem como padrão mínimo de competitividade.

A tendência é de maior integração entre plataformas de gestão, marketing e atendimento, com foco em eficiência operacional e melhor experiência do usuário.

Agora que você já sabe as perspectivas para o setor em 2026, é fundamental entender – de fato – como funciona o mercado imobiliário antes de comprar ou alugar um imóvel. Então aproveite mais essa leitura clicando aqui.